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Notícias

13/Julho/2009

Programa tem 6,5 mil projetos em Maringá


O número foi obtido em estudos de viabilidade apresentados pela iniciativa privada, tendo por base a área destinada para as obras do programa habitacional no município


O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, levou a iniciativa privada a apresentar estudos de viabilidade suficientes para a construção de 6.523 moradias em Maringá.

Esse número é baseado na área tida como viável para receber as obras. Os projetos foram entregues na prefeitura nos últimos três meses e serão discutidos por meio de seis audiências públicas. As reuniões serão realizadas entre os dias 22 de julho e 18 de agosto.

Cada audiência recebeu um nome de referência da região que concentra os projetos. A primeira será a Audiência Pública Iguatemi, no dia 22 deste mês. Na sequência serão realizadas as audiências Floriano, dia 23, e Cidade Alta, dia 29. Em agosto haverá as audiências Sumaré, dia 6, Ibipitanga, dia 11 e Parque do Japão, dia 18.

De acordo com informações que constam das atas de convocação para as audiências, os estudos contemplam a possibilidade de construção de 3.115 casas e 3.408 apartamentos.

O maior bairro previsto para surgir por meio do programa está na região do córrego Ibitanga, zona norte da cidade, ao fundo dos bairros Thaís, Hortênsia II e Guairaçá. Para uma única área está projetada a construção de 1,9 mil casas.

O segundo maior bairro projetado está na zona sul, entre o Tarumã e a Chácara Aeroporto -uma área com espaço suficiente para 110 casas e 352 apartamentos - divididos em 11 prédios.

A prefeitura acha pouco provável que todos os projetos saiam do papel. "Muitos desses projetos podem não se viabilizar, porque dependem de recursos federais. É uma corrida contra o tempo, antes que os recursos se esgotem", diz o secretário municipal de Planejamento, Jurandir Guatassara Boeira. "Todas as cidades que se enquadram no programa vão tentar viabilizar essas obras. Os mais ágeis vão se dar melhor", comenta.

Etapas
Os estudos dependem, primeiramente, da aprovação em audiência pública, para depois aguardarem aval e liberação de recursos da Caixa Econômica.

Alguns dos projetos também preveem a construção de moradias nas zonas de contenção do município - as chamadas regiões de chácaras - que só poderão virar bairros residenciais caso, também por meio de audiências, seja aprovada uma mudança no Plano Diretor do município.

Pouco após o anúncio do lançamento do pacote habitacional, em março, o prefeito Silvio Barros adiantou que Maringá disputaria recursos do programa para a construção de 6 mil moradias.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que a previsão é que o pacote possibilite a construção de 1 milhão de moradias no País. De acordo com o Ministério do Planejamento, o Paraná, proporcionalmente, tem direito a 48 mil casas do pacote. Um cálculo apresentado pelo Estado diz que Maringá, por sua vez, teria direito a pelo menos 2,8 mil residências.

Fonte: Diário de Maringá (PR)



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